| Coruche, rodeado de terrenos muito
férteis é, desde há muito, centro de imensa
actividade agrícola e pecuária. |
Deixando a vila e atravessando
para a margem sul do Sorraia, seguimos pela estrada que segue
para Alcochete que, nos quilómetros iniciais, acompanha
o vale do rio.
As várzeas aluviais, foram alternando o seu curso ao
longo dos anos e hoje são, sobretudo, terras de arroz.
Quando a estrada flecte para a esquerda, no local que intercepta
o canal do Sorraia, um pouco mais para diante e à beira
do canal, surge o assento agrícola da Herdade de Mata
Lobinhos, sede da coudelaria António José da Veiga
Teixeira. |
| A origem desta coudelaria - o ferro
actual data de 1917 - remonta ao final do séc. XIX (1886)
estando já então na posse de D. Mariana Correa
Branco Teixeira, avó do actual proprietário. O
efectivo pecuário era muito elevado, nele se incluindo
mais de uma centena de éguas necessárias à
actividade de uma casa agrícola com mais de 11.000 ha
de terra que fornecia cavalos à remonta do Exército
e GNR para além de montadas para campinos e guardadores
de gado. |
| Esta situação, comum
aliás em muitas explorações da época
possuidoras de gado cavalar, perdurou até quase meados
do séc. XX em que, por força da mecanização
da agricultura, houve uma forte redução dos efectivos
equinos que passaram para níveis próximos dos
actuais. Mais tarde, e como sequela da denominada Reforma Agrária
(1975) o efectivo de éguas baixou drasticamente: quatro
éguas em 1976. |
| A eguada original (anos 20) provinha da casa
agrícola do Dr. António Patrício Correia
Gomes e os garanhões utilizados eram cedidos pela Coudelaria
Nacional. |
| Actualmente, a coudelaria possui vinte e cinco
éguas de ventre de linhagem Andrade e CN que pastam nas
Herdades de Mata Lobinhos e Corte Baço. |
| Os poldros são mantidos na casa até
aos quatro anos na Herdade de Pedrogão (Lavre) onde são
vendidos já desbastados. |
| As ligações com o mundo da tauromaquia
são muito fortes atendendo não só ao facto
do actual proprietário ser neto e sobrinho dos cavaleiros
Simão da Veiga (pai) e Simão da Veiga (Junior),
como ao da existência simultânea de uma ganadaria.
Esta última, exigindo campinos e guardas e guardas a
cavalo, obrigou a seleccionar animais com boas características
funcionais para além da docilidade e submissão
indispensáveis para lidar com o gado bravo. |
| O objectivo da coudelaria Veiga Teixeira é
produzir animais destinados à tauromaquia, equitação
de trabalho, lazer e dressage. |
| Detentora de vários prémios
conquistados em exposições e concursos nacionais
e internacionais, a coudelaria António José da
Veiga Teixeira exporta anualmente cavalos para a Europa e para
as Américas. |